Pesquisadores pedem fim da politização – pessoas que detransicionam têm necessidades de saúde não atendidas

A detransição precisa de mais compreensão, não de controvérsia

Authors
Kinnon Ross MacKinnon, Pablo Expósito-Campos, W Ariel Gould
Journal
BMJ
Year
2023

Summary

Writing in the BMJ, Kinnon MacKinnon, Pablo Expósito-Campos and W Ariel Gould argue that people who stop or reverse a gender transition have been ignored by research and care, partly because the topic has become political. Drawing on a few small studies of volunteers, they describe detransitioners as varied, but often female and young when they transitioned. Their reasons range from a change in identity and gender distress that didn't go away, to health worries and discrimination. Many have medical and mental health needs that aren't being met. The authors recommend following patients for at least 5 to 10 years and not assuming that people who drop out of studies (over 30% in some) are doing well. It is a sensible research plan, not new evidence. There was no formal search, and some claims rest on news reports or the authors' own studies.

Key findings

  • Este é um artigo de análise, não uma revisão completa da pesquisa: resume alguns estudos iniciais e faz recomendações, sem dados novos.
  • Os estudos citados (por exemplo, uma pesquisa online com 237 destransicionados, 92% do sexo feminino, e um estudo canadense com entrevistas de 28) sugerem que muitos destransicionados nasceram do sexo feminino e fizeram a transição antes dos 25 anos.
  • Os motivos para a destransição incluem mudança de identidade, sofrimento de gênero que a transição não resolveu, preocupações com a saúde física ou mental, discriminação e sofrimento causado pelo próprio tratamento ('disforia reversa').
  • Após a destransição, muitas pessoas descrevem sofrimento de gênero persistente, arrependimento, luto ou sentimentos mistos, perda do apoio de amigos LGBTQ+ e evitação de médicos por medo de serem julgadas.
  • Os autores dizem que acompanhar as pessoas por 1 a 2 anos é pouco, porque a destransição geralmente acontece vários anos após o tratamento. Recomendam pelo menos 5 a 10 anos.
  • Alertam que mais de 30% dos pacientes abandonam alguns estudos sobre atendimento de gênero, e que os pesquisadores não devem presumir que essas pessoas ainda se identificam como trans ou não têm mais necessidades.
  • Recomendam escolher os grupos de estudo pelo tratamento que as pessoas receberam e não pela identidade atual, usar as palavras 'destrans' e 'destransição' e incluir atendimento de destransição sem julgamento nos serviços de gênero.

Abstract

Kinnon MacKinnon and colleagues call for robust, sensitive research to inform comprehensive gender care services for people who detransition

Conclusion

Rigorous and nuanced detransition research is indispensable. Investigating the experiences of people who detransition will provide a better understanding of the development of gender identity, as well as all health and psychosocial outcomes following gender care. This aligns with priorities identified by trans health experts. Unfortunately, ongoing debates and politicisation of gender care have resulted in the depiction of trans and detrans people as completely distinct groups with divergent needs and experiences, and who are doomed to conflict. However, we believe that trans and detrans people are more similar than different, and that detransition research holds value for advancing the healthcare of all those who transition, and for responsibly moving gender care research and practice forward.