Linha do Tempo de Transição e Detransição Feminina
Tomei testosterona aos 15 anos, adorei—até que não adorei mais. Queda de cabelo, barba e a sensação de que havia arruinado meu corpo me fizeram parar. A detransição me salvou; nenhuma criança deveria apostar em mudanças irreversíveis por causa de uma dor temporária.
Visão Geral
Elle relata sua jornada desde uma infância feliz e feminina até a severa angústia adolescente, a transição aos 15 anos com testosterona e a desistência da transição aos 19 anos, após perceber que as mudanças conflitavam com sua identidade. Ela compartilha fotos e emoções de cada fase, terminando orgulhosa por ter escolhido a si mesma em vez da transição médica.
Resumo Completo do Vídeo
Elle começa o vídeo explicando que os espectadores pediram repetidamente uma linha do tempo de sua transição e desistência da transição, e que ela finalmente se sente pronta para compartilhá-la. Ela começa com sua infância, descrevendo-se como uma "criança muito feliz" que adorava usar vestidos e saias "incrivelmente fofos" e passava o tempo tentando agradar sua mãe e irmã. Esses anos idílicos terminaram por volta dos dez anos, quando a puberdade começou e sua saúde mental piorou. Entre os doze e quinze anos, ela ficou "rebelde", cortou o cabelo curto e desenvolveu depressão, ansiedade e um distúrbio alimentar. A escola tornou-se impossível, as amizades desapareceram, e ela "realmente não via nada de bom em si mesma". Aos quinze anos, Elle se assumiu como transgênero, adotou uma aparência masculina—cabelo raspado, camisas xadrez e sociais—e decidiu começar a tomar testosterona porque "odiava" sua voz mais do que qualquer outra coisa. Nos primeiros sete meses de hormônios, ela tirava uma selfie a cada aplicação, tratando o processo como um experimento emocionante. A novidade logo passou; ela parou de documentar as mudanças e começou a sentir que as injeções semanais eram "apenas sua vida agora". Ainda assim, ela diz que se sentiu "bem consigo mesma" por cerca de dois anos, período em que se formou no ensino médio, trabalhou em vários empregos, fez campanha para os democratas e arrumou uma namorada. No início de 2019, porém, o estresse aumentou—inscrições para a faculdade, queda de cabelo e uma sensação generalizada de desconforto. O ponto de virada veio na primavera de 2019. Em um "baile gay" em abril, Elle usou um sutiã em público pela primeira vez em quatro anos e sentiu-se extremamente envergonhada, convencida de que todos a viam como "um homem de sutiã". Essa experiência desencadeou um novo questionamento. Durante uma viagem de três semanas em junho—sua "última grande aventura como Luke"—ela fantasiou em usar um biquíni, mas foi impedida pelos pelos corporais e barba causados pela testosterona. Em agosto de 2019, ela parou completamente de tomar testosterona. Uma montagem rápida de fotos de setembro a fevereiro mostra os meses seguintes: Elle deixando o cabelo crescer, suavizando gradualmente sua aparência e visivelmente relaxando em sua identidade recuperada. Elle encerra refletindo sobre o dia em que decidiu desistir da transição. Ela lembra de pensar: "Não sei se vou parecer uma mulher de novo... mas sei que preciso fazer isso por mim, não pelos outros". Ela enfatiza que a decisão foi tomada para seu próprio bem-estar, não para satisfazer "a sociedade, os homens, os transfóbicos ou as pessoas trans", e diz que está "muito orgulhosa da pessoa que é agora".