Como uma pessoa que fez a detransição encontrou paz fora da medicalização
Aos 19 anos reabriram as feridas da minha mastectomia para retirar coágulos de sangue infectados. Perdi a capacidade de amamentar e talvez nunca engravide. Crianças não podem consentir em trocar o corpo futuro delas — afirmação não é cuidado, é dano.
Visão Geral
Soren Aldaco começou a se identificar como transgênero aos 11 anos, recebeu prescrição de testosterona aos 17 de uma enfermeira-practitioner já na primeira consulta e fez uma mastectomia dupla aos 19 que a deixou com infecções com risco de vida, perda permanente da capacidade de amamentar e fertilidade incerta. Depois que uma aula de sociologia a levou a imaginar a irmã de 10 anos odiando o próprio corpo, fez a detransição e agora alerta que a “afirmação” sem questionamento facilita em vez de ajudar, e prevê uma onda de histórias de arrependimento.
Resumo Completo do Vídeo
Soren Aldaco, hoje com 20 anos e prestes a completar 21, relata como começou a se identificar como transgênero aos 11, iniciou a testosterona aos 17 e fez uma mastectomia dupla aos 19. Criada por uma mãe solteira amorosa, mas sobrecarregada, e por um padrasto com deficiência, Soren sentia-se em grande parte por conta própria. Conhecer o pai e a nova família dele aos 15 anos trouxe alívio emocional; vendo o sofrimento dela, eles abraçaram a narrativa da “filha morta ou filho vivo” que encontraram online e a levaram a um grupo de apoio local. Ali, uma enfermeira profissional cujo próprio filho era trans prescreveu testosterona já na primeira consulta, chegando a administrar 11 medicamentos simultâneos para Soren. O subgrupo de jovens fixava-se em quem seria o “próximo” a receber hormônios ou cirurgia, e Soren admite que sentia inveja competitiva dos colegas que já tinham acesso a essas etapas. A própria cirurgia se transformou em uma crise médica e psicológica. Em junho de 2021, cirurgiões reabriram suas incisões na sala de emergência para extrair manualmente coágulos de sangue infectados, uma provação que ela suportou sem controle adequado da dor, enquanto os clínicos minimizavam o seu sofrimento. Por seis meses depois, continuou vivendo como homem, mas um curso de sociologia em Austin a apresentou a teorias de formação da identidade. Imaginar a amada irmã de 10 anos expressando o mesmo ódio ao corpo que ela própria já expressara abriu uma nova autocompaixão. Soren começou primeiro pela destransição médica — a atrofia vaginal e as oscilações hormonais erráticas tornaram insuportável continuar — e só mais tarde abraçou uma mudança ideológica para longe da identidade trans. Ela agora enfrenta uma fertilidade incerta e a perda permanente de capacidades como amamentar, resultados a que acredita que as crianças não podem consentir de forma significativa em renunciar. Refletindo sobre as falhas sistêmicas que possibilitaram sua transição, Soren argumenta que a “afirmação” sem questionamento muitas vezes equivale a facilitar, e não a ajudar. Ela prevê uma onda vindoura de histórias de arrependimento semelhante ao movimento Me Too e encontra estabilidade diária na atenção plena: quando surgem sentimentos disfóricos ou ansiosos, ela se aproxima deles com a compaixão que outrora buscou na transição médica, descobrindo que a autoaceitação — e não a alteração cirúrgica — finalmente lhe trouxe paz.